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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Neutralização de CO2, porque neutralizar


Neutralização de CO2, porque neutralizar



A neutralização nada mais é do que retirar do meio ambiente a quantidade de carbono emitida pela queima de combustíveis fósseis, proveniente das atividades diárias de empresas e pessoas físicas, que provoca o aumento gradativo da temperatura global. Essa queima, conciliada ao desmatamento inconsequente, traz efeitos catastróficos principalmente no que se refere à natureza, que dia a dia mostra-nos sua fúria, com enchentes, furacões, terremotos e mudanças climáticas cada vez mais acentuadas.

Para conter essas ações, foram criadas e desenvolvidas ferramentas que mensuram as emissões de forma coerente e precisa. A mais conhecida no momento é a GHG Protocol, reconhecida nacionalmente por empresas que procuram neutralizar os gases que emitem, em especial, o CO2. Com essa ferramenta, é possível saber em toneladas a quantidades de CO2 lançadas na atmosfera por determinada empresa, ação, evento, entre outras atividades.

A forma mais utilizada e eficaz de se fazer o sequestro de CO2, para compensação dessas toneladas produzidas e lançadas no ambiente, é o plantio de árvores, reflorestamento ou florestamento de área degradadas. Já está provado cientificamente que o reflorestamento de áreas degradadas sequestra duas vezes mais carbono que a monocultura. A empresa que deseja ter uma certificação socioambiental deve estar ciente das formas para conseguir esse reconhecimento.
O inventário de carbono é o primeiro passo para quem deseja neutralizar suas emissões e gerar créditos de carbono. Por meio dele, a empresa pode saber quantas toneladas deve sequestrar e, a partir disso, quantas árvores plantar. O plantio de florestas corporativas pode ser aliado a outros projetos socialmente corretos, como criação de campanhas de incentivo ao consumo sustentável e preservação dos recursos naturais e hídricos.

O programa Plante Árvore criou o selo Plante Árvore, que premia a empresa participante e apoiadora das ações socioambientais no que diz respeito a questões globais. O Programa tem a proposta de plantar mudas nativas em todo Brasil, através de parceiros e incentivadores que necessitem neutralizar suas emissões de CO2 ou queiram ser ecologicamente corretos. Tudo isso é feito com baixo custo, credibilidade e reconhecimento do IBF, que faz o inventário, planta a floresta, certifica, e cuida da floresta por dois anos, emitindo relatórios semestrais sobre o plantio. O selo tem validade de um ano e dá à empresa o status de “CO2 neutro”, a exemplo da empresa Elektro que teve sua floresta corporativa plantada com 30 mil árvores nativas, adquiriu o selo Plante Árvore e tornou-se Neutra.

Além de plantar florestas com mudas nativas do Brasil, outro foco do programa é a divulgação de nossos parceiros como forma de incentivo à iniciativa de participar de ações socioambientais, ecológicas e de preservação de recursos naturais. Nosso departamento de comunicação e marketing faz a divulgação nos sites Plante Árvore, Ibflorestas, twitter. Além disso, são enviadas newsletters a mais de 400 mil contatos por mês, o que torna mais visível a participação das empresas parceiras.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Natura lançará Plastico Verde!


O diretor de sustentabilidade da Natura, Marcos Vaz, afirmou ontem que outubro será a data do lançamento no mercado brasileiro do primeiro produto cosmético com embalagem de “polietileno verde”. O objetivo da iniciativa é reduzir o impacto ambiental causado pela produção desse item. O material, também chamado de “plástico verde”, é produzido a partir da cana-de-açúcar, fonte de energia vegetal e renovável, ao contrário do plástico comum, derivado do petróleo.

Essa inovação é fruto de parceria entre a Natura e a petroquímica Braskem e já havia sido anunciada recentemente, mas ainda sem a data definida para o lançamento. O plástico verde será lançado gradualmente, a partir de outubro, nas embalagens de refil.

Marcos Vaz e o diretor-presidente da Natura, Alessandro Carlucci, estiveram ontem no lançamento do Movimento Empresarial pela Proteção e Uso Sustentável da Biodiversidade, em São Paulo, evento que contou com a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O movimento tem o objetivo de mobilizar o setor empresarial para a construção de propostas sobre o tema a serem apresentadas ao governo em setembro.

Os empresários esperam que o Brasil exerça, em outubro, papel de liderança durante a 10ª Conferência das Partes da COP-10 (Convenção sobre Diversidade Biológica), em Nagoya, no Japão.

O objetivo da convenção é preservar a biodiversidade, o uso sustentável de seus componentes e fomentar a repartição dos benefícios oriundos da utilização dos recursos genéticos. O movimento empresarial tem o apoio da Natura, CPFL, Walmart, Vale e Alcoa.

AMÉRICA LATINAAs metas socioambientais descritas no balanço da Natura vão se estender para as unidades terceirizadas de produção na América Latina, que estão em fase de planejamento, afirmou Vaz.Em julho, a companhia informou que pretende iniciar a produção terceirizada em pelo menos um país da América Latina até o fim de 2010, e em mais três países no próximo ano.

Vaz explicou que o processo “tem relações diretas com a questão ambiental”. Segundo ele, a reestruturação da malha logística e a descentralização da produção eliminam boa parte das emissões de gás carbônico com transporte dos produtos até o consumidor.

Créditos: Dgabc